Uma comparação antiga,mas atualíssima
Pavões, Sanguessugas e Simbiontes.
O PAVÃO:
Pavus cristatus vulgaris, grande ave galinácea da família dos
contingídeos (cephalopteros ornatus), o Pavão é uma ave notável pela
sua lindíssima plumagem. Entretanto, como nada é perfeito,os pés do citado galináceo, não são nada harmônicos com a sua beleza,ainda que,proporcionalmente ao seu tamanho e à sua beleza marcante, não exercem qualquer influência no seu todo, como ave ornamental e, às vezes, integrante de “sofisticados”manjares,regados a vinhos de marca. Semelhantemente ao Pavão, alguns homens e mulheres, adoram ostentar carrões, roupas finíssimas, jóias caras, gravatas e ternos de esmerado corte, para serem vistos e aplaudidos pelos demais mortais, quando aparecem, em solenidades marcadas por fulgurantes salvas de fogos de artifício, nos jornais, revistas, televisão etc.
Também gostam de bancar o “papagaio de pirata”, aparecendo nas
fotos, empoleirados nos ombros de outros da mesma índole, que adoram
subir em palanques,para deitar falação demagógica, com
grandiloqüência,ostentando pencas de “Medalhas de Honra ao Mérito”.
Algumas raríssimas exceções, até que pavoneiam com o fruto
meritório do seu suor e talento.
Outros porém, conseguem seu lugar, de maneira pouco ortodoxa,
embora com muito talento, usando de artifícios, falácias, ludibriando as leis, convenções e a boa fé do restante dos mortais e mesmo assim, se julgam donos do poleiro em que sobem, esquecendo-se daqueles que os guindaram até lá, que são, daí por diante,tão somente admiradores dos brilhantes sapatos, que escondem seus pés de barro.
Então, agarrados com pieguice ao poder, deixam cair a mascara de
defensores da moralidade e do bem estar dos simbiontes e se transformam em:
AS SANGUESSUGAS:
Designação genérica dos hirudíneos aquáticos, classe de vermes anelídeos empregados pela medicina da idade média, e também de
parte da era moderna, na sangria dos vasos capilares do sistema
circulatório quando, antes do maior salto da medicina, dado pelo químico francês Louis Pasteur, (1822-1895) ainda se acreditava, que os malefícios do corpo humano provinham do sangue e que, a sangria, era um método eficaz no combate às mazelas, pois se supunha que a doença saía, numa perfeita simbiose homem/verme.
Hoje a sanguessuga perdeu o seu valor medicinal e deixou aos políticos a função de sangrar, o rico dinheirinho proveniente do
sangue, do suor e da lágrima do contribuinte que, sem outro recurso,
vitima dos meios de comunicação dominados pelas elites, se transformaram, contra a vontade, em:
OS SIMBIONTES:
Imprescindíveis na simbiose e indispensáveis aos Pavões e
Sanguessugas, os Simbiontes ou Populacho, são os responsáveis pela
situação privilegiada, daqueles aos quais sustentam com suas
contribuições compulsórias denominadas tributos, numa “simbiose de
mão única”, na qual se submetem a todos os ditames, de um organismo
doentio chamado “Poder elitista”, onde todos os benefícios são
usufruídos por uma minoria,que passa algum tempo enganando-os, para
conseguir subir no poleiro e, no mínimo quatro anos, submetendo-os a todo tipo de discriminação, inclusive cerceando-lhes direitos, que juraram defender e que foram conquistados, após lutas homéricas e sacrifícios incontáveis.
Sendo minoria, mas de posse da chave do cofre do Poder, os Pavões
e Sanguessugas são mais organizados e, muitas vezes, simulam desavenças, para fazer crer aos Simbiontes, que estão lutando por seus interesses.
É ai que a farsa triunfa e os simbiontes continuam no seu papel
de manter, os Pavões e Sanguessugas no poder geração após geração.
Moral da História: Assim como o “tronco” era o “símbolo fálico do
Poder” para os senhores de escravos, o “mandato” exerce o mesmo
fascínio sobre os “Pavões e as Sanguessugas”!
“O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o
que se compadece do necessitado.” Provérbios;14-31.







