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Quinta-Feira, 08 de Janeiro de 2009

Ruas de pedra de Sacramento: beleza, ecologia e história

Autor: 
Alessandro Abdala

As vantagens do calçamento de pedras

Tipos de Pavimentos de Ruas, Pátios e Pistas de Rolamento
O uso de pedras para pavimentar os caminhos do homem remontam ao tempos históricos. Era usado desde os gregos, os egípcios e os chineses. Por falta de tecnologia as primeiras vias eram pavimentadas com pedaços de pedra de todos os tamanhos. Com o domínio da arte de forjar ferramentas, o homem passou a cortar alguns tipos de pedras com maior simetria, que puderam ser utilizadas para diversos fins.

Usando mármore e granito o homem agora podia construir templos, igrejas, castelos e outras edificações. As ruas das cidades recebiam pavimentação a partir do corte rústico do granito, basalto, arenito e outras pedras menos rígidas.

Existem vários exemplos de estradas, ruas, praças e pátios construídas há milênios com estes tipos de pavimento e que ainda hoje servem a população, de forma eficiente e barata. Esses pavimentos de pedra resistiram aos séculos. São o testemunho de uma prática ecológica e eficiente de se urbanizar as cidades e garantir o bem estar dos moradores.

No Brasil, uma dos mais antigos caminhos pavimentos, a Estrada Real, que liga o Porto de Paraty no Rio de Janeiro à cidade mineira de Ouro Preto, construída há cerca de 400 anos, é hoje um dos principais atrativos turísticos daquela região, sendo responsável por movimentar a economia de inúmeras cidades que compõem o entorno da Estrada Real.

Com o aprimoramento das ferramentas e das técnicas de corte, o homem passou a padronizar o tipo de material, para cada finalidade de aplicação. Entretanto, pedras como o basalto e o granito continuariam sendo usadas para a pavimentação, por serem de maior resistência ao desgaste pelo atrito e, portanto, terem um tempo de vida longo, o que justificavam a implantação dos projetos.

Com o surgimento dos britadores e a descoberta do cimento, o homem passou a fabricar outros tipos de pavimentos com o concreto, como é o caso dos diversos tipos de bloquetes, ou aplicando diretamente o concreto na pavimentação.

Com a chegada do petróleo foi desenvolvido o processo de pavimentação com asfalto, que é a combinação do piche e outros subprodutos derivados do petróleo com a mesma brita usada no concreto.

Os relatos históricos indicam que os pavimentos feitos a centenas de anos com pedras sofreram pouquíssimo desgaste até a atualidade, e ainda projetam um prazo indeterminado para o desgaste total dos diversos tipos de pavimentos, executados com as diversas variedades de pedras.

Podemos citar uma infinidade de cidades milenares com pavimentações de paralelepípedos em basalto, granito, arenito e outros tipos de rochas, que são preservadas na atualidade. No entanto vamos nos ater a algumas onde os pavimentos com mais de 1000 anos de idade encontram-se em perfeito estado e parecem ter sido feitos recentemente, como é o caso de:

Capela Sistina em Roma de 1508 a 1512, o calçamento foi feito 20 anos depois;

Coliseu em Roma concluído no ano 37, sem registro do ano do calçamento;

Praça vermelha em Moscou pavimento em pedra feito provavelmente há 1200 anos;

Avenida Damrak centro de Amisterdan pavimento com mais 350 anos;

Arco do Triunfo Paris, calçamento com mais de 700 anos;

Lisboa - Portugal, pavimento com mais de 500 anos em perfeito estado de conservação;

Ladeiras da cidade de Ouro Preto, calçamento feito por volta do ano de 1720;

Praça em Ouro Preto, calçamento tombado no centro histórico;

A Pavimentação das Ruas
A pavimentação das ruas faz parte do contesto das obras de infra-estrutura e de saneamento, uma vez que esta medida promove a higienização das cidades. Más para tal é necessária a execução de obras estruturais que antecedam este processo, como é o caso das galerias pluviais, redes de esgotamento sanitário e redes de distribuição de água.

No caso da execução das obras de infra-estrutura, ou possíveis reparos nas já existentes sob os pavimentos, é necessário a remoção do mesmo e após a conclusão das obras, é preciso fazer a recuperação do pavimento, buscando ao máximo o estado original do mesmo. No caso dos pavimentos construídos com pedra ou bloquetes, quando removidos, a recuperação, se bem executada não deixa perceber que houve qualquer interferência no pavimento original. O mesmo já não acontece com o asfalto, uma vez aberto, o pavimento fica com uma cicatriz para sempre, a não ser que se remova o restante do pavimento e refaça tudo novamente, opção que se torna inviável, devido aos altos custos que exigidos para sua execução.

Para a execução de qualquer pavimentação, além das obras de infra-estrutura citadas anteriormente, deve-se fazer a compactação da sub-base e da base, o que garante a estabilidade e qualidade do pavimento. Agora quando se aproveita um pavimento já existente como base para outro, deverão ser analisado as condições de todas as infra-estruturas e até a estabilidade do existente.

No caso de sobrepor uma camada de asfalto sobre um pavimento de pedra, que é o que está acontecendo em Sacramento, pode-se afirmar que existem muitos inconvenientes, relatados a seguir de acordo com dados levantados por informação técnicas, pesquisas, entrevistas e vistorias in loco:

1.As redes de água são muito antigas e a maioria se encontra fora de padrão;

2.Existe grande número de redes de esgoto antigas já no final de sua vida útil;

3.Galerias de pedras já ultrapassadas e subdimencionadas;

4.Galerias existentes fora de norma e sem cadastro;

5.O asfaltamento sob o calçamento de pedras promove a impermeabilização total do solo;

6.Aumento demasiado do calor nas ruas asfaltadas em relação ao calçamento;

7.Eliminação da vegetação existente entre as pedras;

8.Aumento da velocidade dos veículos motorizados, e conseqüentente maior ocorrência de acidentes;

9.Aumento da velocidade de escoamento das águas pluviais;

10.Pequena vida útil do pavimento asfáltico.

1.Redes de água muito antigas
Segundo informações levantadas junto a funcionários e o histórico de 40 anos da Autarquia Municipal de Saneamento de Sacramento, o SAAE, Serviço Autônomo de Água e Esgoto, que por sinal presta um belo serviço à população, existe um grande número de ruas da cidade em que as redes de distribuição de água e adutoras são muito antigas. Entre estas redes existem algumas com tubulação fora de padrão, outras com material fora de norma como é o caso dos tubos de cimento amianto e uma grande maioria das redes mesmos dentro do padrão, já está com a vida útil comprometida pela idade de funcionamento. Tal fato pode ser comprovado pelo número visível de intervenções nas vias públicas, inclusive naquelas que foram recentemente recapeadas sem um devido estudo e avaliação técnica das condições de infra-estrutura, já citadas anteriormente e com relatório fotográfico em anexo comprovando os fatos.

2.Redes de esgoto ultrapassadas
Já as redes de esgotos estão muito velhas e necessitam de reparos constantes, fazendo com que as equipes de manutenção da Autarquia tenham que abrir constantemente as vias para a manutenção dos serviços. Outro agravante que foi levantado é o lançamento de água de chuva na rede coletora de esgoto, pelo fato de no passado a cidade não ter galerias pluviais. É bom salientar, que este processo de lançamento de água de chuva, tem sua maior incidência na parte velha da cidade. Este problema é claramente visível após chuvas um pouco mais fortes, onde vários tampões da rede coletora são arrancados do local pela pressão exercida pela água de chuva, que não consegue escoar pelas redes de esgotos.

Em muitos casos a própria rede não suporta a pressão da água de chuva lançada indevidamente, uma vez que não foi dimensionada para tal carga e acaba sendo danificada, provocando enormes crateras nas ruas, de difícil reparo, pior ainda, são os danos que não aparecem na superfície e que causam o vazamento de esgoto.

Para as equipes de manutenção do SAAE, é um pavor reparar uma rede em ruas que foram recapeadas com asfalto sobre qualquer tipo de calçamento, já que não adianta recortar o asfalto com a máquina porque este não coincide com a amarração das pedras, ficando todo desigual para recomposição. Para piorar a situação do trabalho, torna-se complicado a remoção dos pavimentos, uma vez que a capa de asfalto aderiu ao calçamento.

3.Galerias de pedras ultrapassadas
Com as galerias pluviais não é muito diferente, algumas foram construídas dentro das normas nos últimos anos, as demais são muito antigas e muitas de pedra, principalmente na parte mais antiga da cidade. Estas galerias estão hoje subdimensionadas, já que com o crescimento da cidade foram se somando umas as outras e sobrecarregando o sistema de drenagem que já era obsoleto para a quantidade da água captada. Por isso nos últimos anos estas galerias vêem provocando muitos danos nas ruas, por causa dos rompimentos freqüentes, após algumas chuvas torrenciais que ocorrem na região.

4.Galerias fora de norma e sem cadastro
O atual sistema de drenagem da cidade de Sacramento terá que passar por um estudo de contribuição de bacia, onde se determinará as vazões de suporte das redes existentes e quando for detectada insuficiência na vazão, deverão ser projetadas redes auxiliares para solucionar os problemas existentes.

5.Impermeabilização total do solo
O recapeamento das ruas calçadas com paralelepípedo ou bloquete com camada de pavimento asfáltica, irá provocar uma impermeabilização total das vias, aumentando a velocidade de escoamento e conseqüentemente maior será o poder de arraste, logo haverá maior desgaste pelo atrito. Some-se a isso o maior volume de água despejado no mananciais, acelerando o processo de assoreamento dos cursos d´água

Todos os calçamentos dos tipos paralelepípedo, pé de moleque, bloquetes, sem rejuntamento de argamassa são considerados pavimentos ecologicamente corretos, permitindo a infiltração da água da chuva. As vantagens desta infiltração vão desde a recarga do lençol freático, á diminuição da vazão escoada para os mananciais, o que diminui os riscos de enchentes a jusante dos pontos de lançamentos.

6.Aumento demasiado do calor
Outro ponto importante que devemos salientar é quanto ao aumento da temperatura, o que acontece após o recapeamento das ruas pavimentadas com pedras ou bloquetes, pela camada de asfalto. Este aquecimento é nítido, podendo ser comprovado com depoimento da maioria dos moradores que tiveram suas ruas com calçamentos tradicionais cobertas por camada de asfalto. Cientificamente este fato pode ser comprovado em estudos de medições que podem ser feitos sem muita dificuldade.

Isto acontece porque o asfalto, embora sendo uma camada fina, tem o poder de absorver calor durante o período de insolação. Este calor absorvido é liberado para o meio, o qual pode ser sentido ao andar pelas ruas asfaltadas. A temperatura é tanto que podemos sentir a liberação do calor nos pés, após andarmos por algum tempo sobre um pavimento de asfalto, depois de um dia ensolarado. O aquecimento é tão grande, que o pavimento asfáltico chega a derreter e até enrugar, nos pontos onde o transito é pesado e intenso.

O pavimento de asfalto ainda continua irradiando calor por um bom tempo após o sol se pôr o que provoca um maior aquecimento das paredes externas das casas, que consequentemente, acaba liberando parte deste calor para o interior das residências, causando um desconforto térmico muito grande. Segundo estudos, o aumento da temperatura é de até 3º C, mas com sensação térmica de 5º C.

No calçamento de pedra o comportamento é totalmente diferente, uma vez que este tipo de pavimento, por características geológicas, absorve menos calor. Este comportamento se deve, além das características da rocha, a espessura do calçamento em contato com a base (solo) facilita a dispersão do calor absorvido, não irradiando o calor por muito tempo depois do período de insolação, deixando a temperatura mais amena e tornando o clima mais agradável.

7.Eliminação da vegetação existente entre as pedras
Outra grande vantagem dos pavimentos de bloquetes ou pedras, é que depois de algum tempo aparecem fungos e gramíneas inseridas entre as juntas, ou seja, nas partes que normalmente são preenchidas com areia, ver fotos em anexos.

Estas colônias de vegetais que aí proliferam podem ser imperceptíveis para muitos, mas desempenham funções importantes para o meio ambiente como a absorção de água e nutrientes; retenção de parte dos sólidos carreados pela água de chuva; micro partículas de poluição como é o caso do próprio desgaste do asfalto; borracha do desgaste de pneus e resíduos de lona de freios dos veículos que são altamente tóxicos. O papel exercido por estas vegetações contribui diretamente com a qualidade da água e conseqüentemente da vida aquática. Estas plantas que crescem entre os calçamentos, ajundam ainda, a diminuir a velocidade de escoamento das águas superficiais e contribuem de forma substancial para dissipar o calor recebido pelo calçamento. Além do fato de que estas pequenas plantas realizam fotossíntese capturando o CO2 liberado pelos carros e liberando o O2 para o ambiente. É bom lembrar que elas não prejudicam os aspectos visuais das vias, uma vez que são muito pequenas e as que sobressaem das juntas das pedras, os pneus já fazem a poda com o atrito no calçamento, conforme pode ser observado na fotografia em anexo.

8.Aumento de velocidade dos veículos
Com o asfaltamento sobre as ruas com pavimento de paralelepípedo acontecerá um aumento significativo na velocidade dos veículos motorizados, aumentando os riscos de acidentes com pedestres e bicicletas afetando diretamente as crianças, idosos e deficientes, que têm os reflexos mais lentos e limitações na locomoção.

9.Aumento da velocidade do escoamento das águas pluviais
Outro ponto agravante com o asfaltamento das ruas é o aumento da velocidade de escoamento das águas de chuva, uma vez que a camada de asfalto é impermeável, e visivelmente mais regular que o pavimento de paralelepípedo, o que facilita o escoamento da água. Como tem uma vida útil muito pequena em relação aos pavimentos de pedras, fato já comprovado, pelo desgastes do atrito e de intempéries, ainda temos o aumento da velocidade de escoamento da água de chuva que provoca um desgaste considerável para o pavimento asfáltico.

Estas enchentes provocam problemas sérios para a população das áreas mais vulneráveis. Normalmente perdem seus pertences como veículos, eletro- domésticos, e em alguns casos, o próprio imóvel, não esquecendo que muitas vezes acabam acontecendo perdas humanas, fato que marcam profundamente as famílias.

Cidades que têm problemas de escoamento pluvial pela impermeabilização excessiva das vias públicas, residências ou por insuficiência do sistema de drenagem, têm adotados projetos de melhorias do sistema amenizando os efeitos das enchentes.

Normalmente são obras de engenharia com um custo muito elevado que poderiam ser evitados, se fosse tomado alguns cuidados no planejamento, adotando projetos de engenharias que contemplem medidas mínimas como o cumprimento das normas técnicas de estudos de drenagem de bacia, qualidade do material empregado, não uso de áreas de risco para obras, usar pavimentos porosos para infiltração da água, não alterar o curso normal de drenagem d’água, além de uma medida simples com a qual cada cidadão poderia contribuir: a captação de água da chuva para uso posterior.

10. Pequena vida útil do pavimento asfáltico
Já foi salientado anteriormente a pequena vida útil do pavimento asfáltico quando confrontado com os calçamentos de pedra. No caso da sobreposição do asfalto impermeável, que não aceita movimentação sobre outro pavimento, ainda há o agravante das juntas de dilatação entre as pedras ou blocos de cimento, o que torna a vida útil deste muito menor.

Isto acontece em função das intempéries do ciclo anual das estações como variações de temperatura, umidade, movimentação geológica, somando a isso a ação antrópica com o tráfego e as intervenções nas diversas formas e uso.

Estes problemas podem ser comprovados em Sacramento, nas ruas em que o calçamento de pedras recebeu o asfalto há menos de três anos. Nessas ruas já é possível ver o desenho das pedras pelos trincos que estão abrindo na camada de asfalto, sua movimentação varia proporcionalmente com a variação da temperatura. A partir da abertura destes trincos ou fissuras, inicia-se um processo de infiltração da água que aos pouco com o peso do tráfego vai deteriorando a camada, que lentamente vai se desgastando, sendo carregada para os cursos d’água, provocando um assoreamento com pó de brita e a própria brita além de substâncias tóxicas contidas no piche, como podemos observar nas fotos em anexo.

Outro ponto importante na degradação do pavimento de asfalto é o contato com substâncias derivadas de sua cadeia original, como é o caso da gasolina, óleo diesel e outros de menor uso. No local onde existe o derrame destes alcanos, simplesmente acontece uma degradação instantânea no pavimento.

É importante salientar a formação dos componentes de cada tipo de pavimento e suas conseqüências quando degradada, expostas ao meio ambiente sem maiores cuidados.

Basalto: Rocha da qual é constituído grande parte do calçamento do centro da cidade. O basalto é uma rocha ígnea extrusiva cinza-escura ou preta (máfica) de textura afanítica. Os minerais predominantes são o piroxênio, o plagioclásio de cálcio e a olivina. O basalto é encontrado muitas vezes em afloramentos em juntura colunar.

Arenito: Qualquer tipo de rocha sedimentar clástica composta por partículas de areia que foram aglutinadas durante a diagênese de sepultamento. De acordo com a era, composição da formação, temperatura e pressão a que foi submetido na sua formação, a rocha resultante recebe vários nomes.

Asfalto: Produto resultante da mistura de: piche, brita, pó de brita, areia e em alguns casos flocos de borracha, que dá maior elasticidade ao pavimento.

Piche: Substância pegajosa, resina derivada de várias espécies de coníferas. Ainda substância negra pegajosa derivada do refino do petróleo bruto, da destilação do alcatrão ou da terebintina, que é empregado na mistura para a composição e fabricação de vários produtos industrializados. Este líquido espesso mesmo na formas desidratada pode conter óleos hidrocarbonetos, fenóis, bases (piridina, pirrol etc.), compostos aromáticos (anel de carbono), sendo todos altamente cancerígenos.

Conclusão
Não se deve fazer qualquer obra de pavimentação sem antes ser feito um estudo de contribuição da bacia para a determinação, da necessidade de elaboração de projeto de galerias pluviais.

Antes de qualquer pavimentação deve-se fazer um levantamento e um estudo das condições dos sistemas de abastecimento de água e de coleta de esgoto sanitário.

Todos os pavimentos construídos no modelo “inter-travado” caso da pavimentação dos calçamentos de Sacramento, movimentam-se, não servindo de base para pavimento asfáltico que não aceita movimentação. Fato que pode ser comprovado em todos os que foram feitos na cidade de Sacramento.

A vida útil do pavimento asfáltico é com certeza menor que 1/1000 (um milionésimo) da vida dos pavimentos de pedras, portanto, não se justifica o custo benefício da superposição.

O pavimento asfáltico provoca um aquecimento considerável, criando bolsões de calor nos perímetros urbanos que deve ser considerado em tempos de aquecimento global.

Todo o material desgastado do pavimento asfáltico, tanto o orgânico como o inorgânico acabam nos cursos d’água, entulhando a calha dos mesmos e provocando poluição e contaminação.

Este mesmo material inorgânico sólido, o pedrisco, a brita e a areia, provocam desgastes nas manilhas do sistema de drenagem pluvial pelo atrito durante o escoamento.

Os pavimentos de pedras inter-travados e com rejuntamento de areia ou pedrisco, são considerados ecologicamente corretos uma vez que permitem a infiltração da água de chuva recarregando o lençol freático e minimizando os efeitos de enchentes.

Os pavimentos de pedras além de absorver menos calor, propiciam o crescimento de determinadas gramíneas que, além de ajudar a diminuir a temperatura, captam CO2 que é expelido pelos carros, partículas coloidais carregadas de nutrientes que poluem os cursos d’água.

A recuperação dos pavimentos de pedra fica perfeita quando bem executado, o que não é o caso da recuperação dos pavimentos asfálticos em Sacramento, ao que tudo indica, por falta de condições técnica.

Recomendações:

Foi levantado que no município de Sacramento existem muitas pedreiras tanto de basalto quanto de arenito.

Em Sacramento também existem muitas pessoas humildes que dependem exclusivamente da atividade de retirar e talhar pedras.

Em propriedade da prefeitura existem jazidas.

Em várias pequenas propriedades existem jazidas e os proprietários passam por dificuldades.

Recomendamos que a Prefeitura regularize e licencie suas jazidas, e auxilie neste processo os pequenos produtores que interessarem por mais uma atividade em sua propriedade,

Sugerimos a volta dos calçamentos de pedra, ou pelo menos, a manutenção dos que já existem e se encontram em perfeito estado, que além de ser ecologicamente corretos, geram emprego e renda para as pessoas do município, o que não acontece com o pavimento de asfalto.

Capela Sistina em Roma de 1508 a 1512, o calçamento foi feito 20 anos depois

Capela Sistina em Roma de 1508 a 1512, o calçamento foi feito 20 anos depois

Coliseu em Roma concluído no ano 37, sem registro do ano do calçamento

Coliseu em Roma concluído no ano 37, sem registro do ano do calçamento

Praça vermelha em Moscou pavimento em pedra feito provavelmente há 1200 anos

Praça vermelha em Moscou pavimento em pedra feito provavelmente há 1200 anos

Avenida Damrak centro de Amisterdan pavimento com mais 350 anos

Avenida Damrak centro de Amisterdan pavimento com mais 350 anos

Lisboa - Portugal, pavimento com mais de 500 anos em perfeito estado de conservação

Praça em Ouro Preto, calçamento tombado no centro histórico

Praça em Ouro Preto, calçamento tombado no centro histórico

A beleza do calçamento de Sacramento, Paralelepípedo de basalto

A beleza do calçamento de Sacramento, Paralelepípedo de basalto

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Vista aproximada da vegetação que aclimatou no rejuntamento de areia do calçamento de paralelepípedo.

Pavimento em estágio de degradação com menos de 3 anos de aplicação, Rua Ângelo Crema

Pavimento em estágio de degradação com menos de 3 anos de aplicação, Rua Ângelo Crema

Aquí a demonstração de que o pavimento de asfalto não combina com outro

Aquí a demonstração de que o pavimento de asfalto não combina com outro. Esta foto mostra claramente o que irá acontecer com a capa de asfalto que foi colocada sobre os pavimentos de pedra. Esta capa de asfalto tem aproximadamente 13 anos e neste ponto estamos com um pavimento de pedra com as mesmas cobertas com capa asfáltica até que o processo de degradação desgaste o resto do asfalto

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O pavimento

Muito interessante o texto, e mais interessante ainda os dados técnicos. Entretanto sua análise deve ser feita com cuidado, pois, os dados não são uma verdade absoluta. O basalto pode ser uma ótima base para o pavimento asfáltico, tudo demanda de um estudo adequado. Achei o texto totalmente parcial, o pavimento asfáltico apresenta inúmeras vantagens também. Particularmente sou a favor do basalto "desde que bem cuidado" entre um pavimento todo irregular devido a falta de manutenção e um pavimento asfáltico que tem manutenção mais rápida e fácil, fico com o segundo. Para defender um interesse não é necessário ser totalmente parcial, como o texto acima.

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