Um “Retrato Desbotado”
Do mundo de minha infância,
que era um fundo de quintal,
pedaços de manga verde
e um punhado de sal,
“tostões” pra paga do bonde,
tilintando na algibeira,
bons goles de água da bica,
sorvidos na concha da mão,
aliviando a sueira!
O tranqüilo balanço da rede,
Bem-te-vis fazendo zoeira!
O nada a dizer na mensagem
de traços de giz na parede!
Um bate bola na vargem,
jogado de pés no chão!
Mil “trecos” no bolso furado,
caindo a cada passada,
no correr atrás do cachorro,
por sobre a relva molhada!
Que nem sol se ocultando no morro,
sem parar virou passado,
resta pouco além da saudade
da efêmera juventude,
que se foi há muitos anos,
fenecendo doces sonhos
de, da vida o melhor conseguir
e o infesto caminho a seguir,
rumo à decrepitude,
ou ao descansar de servir,
embora o servir não nos canse,
por se tratar de virtude!
relacionadas
Últimos Artigos
Classificados SH
| Data | Anúncio | Interesse | Cidade |
|---|---|---|---|
| 04/01/2009 - 21:34 | otima camionete c14 | Venda | |
| 10/12/2008 - 23:01 | console | Venda | |
| 16/11/2008 - 13:49 | Venda - Gol. 1992 | Venda | |
| 10/11/2008 - 11:04 | portal games consertos de games e destraves compra e vendas. | Outro | |
| 02/11/2008 - 17:03 | picape strada | Venda |






Lindo
Esta poesia é linda. A mamae foi que me disse pra ler. Super, parabéns e um grande abraco de Alessandra e familia (sua sobrinha)