Escola Coronel completa 75 anos!



Concluintes de 1959, do Curso Técnico de Contabilidade, do Ginásio da Escola Normal de Sacramento:
Antônio Edson Santana, Heloisa Barbosa Lima, Gilmar Luiz Borges, Euci Alves da Silva,
Domingos Fabiano Brigagão, Tereza Egênia dos Santos, Marcos José Terres, Gilka Soares,
Dalva Vieira Borges, Benedito Martins da Silva, Maria Tereza Neto Borges e Ieda Afonso.

Assentados, os professores Eurípedes Cruvinel, Garibaldi França, Aracy Lopes Pavanelli (Diretora), Corina Novelino e José Sobral Caetano.

A EE Cel. José Afonso de Almeida completa 75 anos de história na educação sacramentana, que começa num tempo em que educação acadêmica era privilégio de poucos, exclusiva dos abastados, o que entretanto não desmerece os esforço do pioneiro professor César da Silva Oliveira, amparado pelos professores, Maria Crema Bonatti, Augusta Affonso Borges, Isaura Affonso de Almeida, Eulina Vieira Pontes e Homero Vieira de Freitas, no lonquíquo 1933.

Da primeira turma, ex-alunos como Dr. Fábio de Melo Bernardes, Luiz Afonso de Melo e Sebastião Olinto Scalon, ainda dão testemunho sobre a 'Escola do Prof. César', inicialmente ali na av. Benedito Valadares, em uma casa velha abaixo da Pizzaria do Canjerê; depois, na praça Getúlio Vargas, ao lado da atual casa de Leda Ribeiro Portela e, finalmente, na rua Major Lima, 459, onde fincou pé e resistiu aos reveses de sucessivas décadas, sempre sustentada por esteios fortes como Maria Crema, Paulo da Graça Lima, Aracy Lopes Pavanelli, Corália Venites Maluf, que tombaram cumprindo o ciclo natural da vida humana, deixando porém um grande legado para as gerações que os sucederam, Célia Maria de Almeida Costa, Ivone Regina Silva, Ozana De Santi de Melo, Marlúcia Magnabosco Ribeiro, a primeira diretora eleita pela comunidade e, hoje, Walmor Júlio Silva.

Os Professores, verdadeiros mestres somam centenas, todos imbuídos do espírito de educador, formador de mentes, de homens e mulheres, hoje espalhados pelos cantos do país e do exterior. Secretários, auxiliares de serviços, abnegados profissionais, são também educadores que escreveram e escrevem o seu capítulo nessa história que deixou para trás o velho lema, 'Educar-se para educar' para adotar o da educação humanista e inclusiva, “Educação para a vida com dignidade e esperança”.

Estudantes são milhares, os filhos da história da Escola Coronel, a razão de sua existência...Fossem eles apenas um aluno por ano, somariam hoje, 27.396, mas não, foram 50, 100, 200, ...700, 1000, 2000... ano a ano a presença marcante da juventude enchia os corredores, antes curtos, modestos... hoje uma das melhores escolas do estado em infraestrutura física e pedagógica.

A evolução foi lenta, porém profícua: de Escola Normal de Sacramento a Ginásio da Escola Normal Municipal de Sacramento, Ginásio Estadual de Sacramento, Ginásio Estadual Coronel José Afonso de Almeida, Colégio Estadual Coronel José Afonso de Almeida e Escola Estadual Coronel José Afonso de Almeida. A cada alteração da denominação uma nova conquista, novos pupilos, novos mestres, novos cursos.

E, ano a ano a Escola do professor César, de saudosa memória, venceu a ditadura varguista, os tempos do tropicalismo e do iê, iê, os anos de chumbo, deixou de lado a velha máquina de datilografia, o mimeógrafo e entrou para a modernidade, mas sempre, sempre cumprindo o seu papel na educação, escrevendo a sua história, que hoje completa Bodas de Diamantes, 75 anos.

"Educação para a vida com dignidade e esperança"

A Escola Coronel do século XXI, dirigida há dez anos pelo diretor Walmor Júlio Silva, tem uma outra cara, a de uma escola moderna, aberta a todos sem distinção, rica, muito rica na diversidade de pessoas, desde os pequeninos da Fase Introdutória (1º ano) aos terceiroanistas do Colegial, que já antevêem a saudade de cada cantinho, de cada rosto. A Escola Coronel, hoje, com os seus 98 servidores busca oferecer aos seus 1380 alunos (matrícula de 2008), distribuídos em 40 turmas nos turnos matutino, vespertino e noturno, um ensino de qualidade, uma educação para a vida.

A busca é incessante, pois a Escola Coronel, como toda escola estadual, ainda vive a mercê de um sistema que prega a inclusão, a qualidade de ensino, a valorização das potencialidades individuais, mas que desrespeita o que de mais digno o ser humano tem, o direito de receber uma atenção individualizada ou de permanecer no seu grupo até a conclusão da série ou do curso. Muitas vezes, o trabalho ideal de seus profissionais é transgredido pelos leguleios oficiais do Estado. Ninguém educa massas, porém o sistema insiste em reunir 45 ou mais alunos numa sala de aula. Mas os servidores, pela sua formação, procuram fazer com que essas mazelas não os distanciem de seus objetivos como educadores.

Por se tratar de um espaço inclusivo e aberto ao novo, a Escola Coronel desenvolve, além de uma educação de qualidade, projetos de longo alcance, inclusive social, como A Feira das Ciências, Campeonato de Xadrez, Semana de História e África, Geo Music Show, Arte & Linguagem e FACC, além de comemorações de datas como o dia das Mães, dos Pais, do Professor, do Estudante, das Crianças, Festa dos Aposentados, Festa Junina.

Equipamentos são o ‘boom’ do momento, e a Escola Coronel, pode-se dizer, é uma escola bem equipada, totalmente informatizada, possuidora de mesas de som, TVs, vídeos e DVDs, datahow, sala de informática com 20 computadores, 10 Windows e 10 Linux. Os cursos de domínio dos principais programas de informática eram dados anualmente aos seus alunos, através de parceria entre Escola e Prefeitura, hoje desativados, porque o atual prefeito não cede mais o técnico. A escola conta com uma bem montada biblioteca, de 105 m2, e um acervo de mais de 6 mil obras e um Laboratório de Ciências, com a mesma área. Ressaltando que grande parte dos equipamentos e ou utensílios foram adquiridos com recursos próprios oriundos de contribuições espontâneas, doações, festas, dentre outros. Assim é a Escola Coronel nos seus 75 anos!