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Dom Benedicto de Ulhoa Vieira
“O brilho de uma vocação”
Nós, Educadoras, dentre os nossos defeitos, algumas vezes que vemos uma personalidade recebendo homenagens pensamos : “ Como será que esse “menino grande” foi quando era um “menino pequeno”? E, de acordo com seu modo de viver, sua trajetória, o pensamento vai tomando conta e transpondo-se para o passado:
Imaginamos nosso querido e doce Dom Benedicto de Ulhoa Vieira, naquela criança que nasceu numa pequena cidade do Estado de São Paulo, chamada Mococa, na fronteira de Minas Gerais. Ele quase nasceu mineiro... Lá viveu até aos nove anos...
Então, o Imaginamos uma criança bonita, calma, olhos vivos, alegres, coroinha, ajudando na celebração da Missa ainda em latim. Tão pequeno que não agüentava segurar o missal, nem levá-lo do lado da Epístola para o Evangelho. Sua mãe, todos os dias, contava as Histórias dos Evangelhos sobretudo as da Paixão de Cristo, e elas muito o comoviam . Não perdia uma só palavra, ficava atento com aqueles olhinhos brilhantes que mais pareciam duas fagulhas de estrelas.
Gostava de brincar como toda criança,era boito e feliz, mas diferente das outras crianças, porque tinha dentro de si a palavra “vocação de servir a Deus”. Desde muito cedo, novinho, ele era obediente, amigo de todos e incapaz de uma palavra de agressão ou desafeto.
Imaginamos Dom Benedito na primeira comunhão, preparado pela prima de seu pai a professora Maria Dulce, que ele gostava tanto, todo vestido de branco, concentrado, com o semblante bonito e doce, cheio de religiosidade e fé e com os olhinhos atentos.
Aquele menino bonito e feliz, com um olhar forte e decidido no Grupo Escolar, na única escola do local, com a professora que mais o encantou que era sua tia, irmã de seu pai , a tia Filhinha.Olhinhos atentos! Participativo! O coração batia forte!
E era assim a vida daquele menino, que rezava o terço todas as noites e Nossa Senhora, ficou observando a doçura, a luz daquela linda criança tão feliz, tão cheia de graça e beleza e pensou; “ Ele é meu filho muito querido” e o “Elegeu”, para cumprir sua grande missão aqui na terra : - O peregrinador da fé, o evangelizador , o bandeirante não para buscar ouros e pedras preciosas, mas para garimpar, esculpir os corações dos homens de bondade e justiça para o Soberano do Mundo.
Nossa Senhora “o escolheu” e a figura do Sacerdote se tornou presente. E a Mãe Maria, mãe de todos nós, se torna presença permanente nas Palavras de Dom Benedicto de Ulhoa Vieira. Hoje aquele “menininho” de olhos brilhantes determinado e feliz é Professor, Literato ,Poeta, com inúmeros livros publicados, Defensor dos Direitos Humanos. Um dia chegando em Uberaba disse e cumpriu :
“Meus Irmãos.
“Sou bandeirante : Venho de Piratininga. Trago comigo a pressa dos homens que não sabem parar... Sou da terra de Nóbrega e Anchieta. Aprendi com eles a amar a catequese, a decantar a Mãe de Deus os versos da piedade cristã e a congregar o povo nas comunidades e capelas....
“Sou apóstolo de Jesus Cristo. Venho da Igreja de São Paulo...
Venho para pregar a Palavra de Deus aos homens: anunciar o Evangelho
Venho para ser pastor...”
E o itinerante Dom Benedito ajudou muitos homens, aqueles que viviam em situação dramática, social e econômica, Pregando o Evangelho e dizendo: “A paz esteja convosco”. A paz alicerçada na verdade, justiça, amor...
Agora quando Dom Benedicto de Ulhoa Vieira completa O Jubileu de Diamante de Sacerdócio, com os olhos brilhantes, alegre, certo da vocação escolhida, Servir a Deus. Então nós imaginamos o sorriso de Nossa Senhora, sua “luz” sua alegria, pela confiança que teve naquele “menininho” que nasceu em Mococa “escolhido” e que cumpriu tão bem sua missão e fez muitos poemas para sua divinal Mãe Maria, a balbuciar:
Sob a cerúlea umbrela de teu manto,
Viveu teu pobre servo, a quem tu deste,
Ó Mãe, favores mil e graças. Quanto
Hei de louvar-te o tempo que me reste!
Parabéns! Parabéns! Doce poeta, Sacerdote , Missionário de Maria, Mãe de Jesus !
Dois beijos,
Ani e Iná
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