|
|
De Crendices, Simpatias e Superstições
Desde que o mundo é mundo, as crendices, simpatias e superstições andam de mãos dadas com os homens. E com as mulheres também, claro.
“Se a palma da mão esquerda coçar, é sinal de que vem vindo dinheiro. Mas se a palma da mão direita é que estiver coçando, uma visita desconhecida está para aparecer.” “Coceira na sola do pé significa viagem ao exterior.”
Vocês, que estão lendo estas banalidades, já tiveram um elefante de enfeite em casa? Pois saibam que “ter, sobre um móvel qualquer, um elefante de enfeite com a tromba erguida, mas de costas para a porta de entrada, evita a falta de dinheiro”. Outra figura que garante a carteira cheia é o Buda. Ele deve ficar em cima da geladeira, sobre um prato cheio de moedas.
E a questão das orelhas queimando? Anotem: “Se a sua orelha esquentar de repente, é porque alguém está falando mal de você.” Há também uma forma de acabar com o falatório: “Vá dizendo os nomes dos suspeitos até que a orelha pare de arder.” E há, até, o contra-ataque: “Morda o dedo mínimo da mão esquerda e o sujeito irá morder a própria língua.”
E sobre o espelho há uma crendice bem popular: “Quebrar um espellho indica sete anos de má sorte.” Ficar se admirando num espelho quebrado é pior ainda – significa “quebrar a própria alma”. E ninguém deve se olhar num espelho à luz de velas. Também não é bom permitir que outra pessoa se olhe no espelho ao mesmo tempo que você.
Saiba que dentro de casa o guarda-chuva deve ficar bem fechadinho. É que, segundo uma tradição oriental, “abrir guarda-chuva dentro de casa traz infortúnios e problemas de saúde aos familiares”.
E, por último, “matar uma aranha pode causar infelicidade no amor”.
É muita bobagem junta, santo Deus! Quem será que acredita nessas idéias? Mas, só para prevenir, vou comprar um Buda e um elefante; não vou quebrar espelho nem me mirar em espelho quebrado; também vou fazer uma lista (para facilitar) das pessoas que possam falar mal de mim, para dar o troco quando a orelha estiver queimando; vou prestar muita atenção nas coceiras das mãos e dos pés; o guarda-chuva vai ficar fora de casa e, por fim, nunca mais vou pisar em aranhas.
Não acredito em crendices ou superstições. Mas, para que abusar?
|
|