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A ROSA DE TODOS NÓS



Irmã Domitila Ribeiro Borges

Eu vi brincar
um raio de sol,
e derradeiro,
na corola aberta
de uma rosa branca.
E a rosa em pareceu uma flor diferente,
toda singular,
nas profundezas translúcidas
da corola de neve.

Era uma rainha
e se deixava coroar...
Era uma flor
e se deixava admirar
com seu diadema imaterial
tecido pelo sol.

E eu pensei, então, em ti, Mãe!
iluminada "Flor de nossa raça",
a toda branca,
a toda bela,
a toda cheia de graça.
Pensei em ti, nos teus mistérios de gozo,
nos teus mistérios de dor,
nos teus mistérios de glória
na tua vida tão simples
na tua vida de amor.

Rosa branca
que se inclinou, em gruta humilde e obscura,
sobre o berço do "Sol Nascente".
Rosa vermelha
que se paramentou de púrpura,
ao absorver toda a luz,
daquele "Sol em Poente"
que projetou na terra
a sombra da Cruz.

Rosa de luz
no seu desabrochar perene
ante o olhar de Deus,
dentro da sinfonia eterna
de que és a nota mais doce,
o acorde mais puro
e a toada mais nossa!
- Ave Maria, cheia de Graça
Flor de nossa raça.